• Valdemar Vieira Dias

Como estão outras geografias aliadas à tecnologia no combate ao COVID-19?

Atualizado: Mai 16


Isolamento Social - COVID 19 vs. Tecnologia

De facto a pandemia está a colocar o mundo a correr para uma rápida transformação digital. SEM DÚVIDA!


Falo por exemplo de mim e outras pessoas que estão em teletrabalho. Continuando a “labuta” pelas 8h por dia como se estivéssemos fisicamente no local de trabalho. Continuam as actividades diárias (por e-mail corporativo e/ou pessoal), as reuniões (via zoom/whatsapp), os PDS semanais, etc, etc.


Confesso que tem sido, para mim, uma excelente experiência.


Países como a Estónia, Coreia do Sul e Singapura já dão exemplos ao mundo de como a tecnologia, quando usada com sabedoria e visão futurista não somente ajuda no combate a pandemia como a criar UMA SOCIEDADE CADA VEZ MAIS EVOLUÍDA.



ESTÓNIA


Já com experiências no mundo digital a população tem levado a vida na “normalidade”. A economia estoniana é estreitamente ligada à tecnologia. A maioria dos seus serviços públicos podem ser oferecidos virtualmente.

Actos como receber prescrições médicas, pagar impostos, movimentos bancários, registos de nascimento, estudar, trabalhar dentre outros “muitos actos” são feitos online. E as informações pessoais são devidamente armazenadas com cuidados de segurança e privacidade.


Nesta altura pandémica, fisicamente, apenas três serviços exigem presença: casamentos, transferências de propriedades e divórcios.


Na Estónia, 99% das famílias possuem uma conexão de banda larga.



COREIA DO SUL


Estes empregam recursos tecnológicos criativos para desenvolver métodos de prevenção e contenção para disseminação do COVID-19. E isto faz com que o vírus avance mais lentamente comparativamente a outras realidades.


Que mais acções têm eles feito? Por exemplo: para as pessoas provenientes de zonas de risco (como a China, no caso deles. Nós aqui na “banda” é Portugal e África do Sul) chegando ao país, apenas tem entrada autorizada se instalar um aplicativo no seu telemóvel onde é digitalizado um QR Code (espécie de código de barra) para ser posteriormente identificado.


Depois disso a pessoa é monitorizada pela app durante um período em que tem de diariamente responder perguntas sobre o seu estado de saúde.


E desta forma as autoridades garantem que o visitante não desenvolveu nenhum sintoma após a sua entrada no país.


Com esta app têm conseguido gerir a quarentena de mais de 30 mil pessoas em todo o país, seguindo o estado de saúde da população a distância.


É feito também o acompanhamento da localização por GPS garantindo que os utentes respeitem o isolamento obrigatório.


Ainda outro exemplo que achei bastante interessante é uma espécie de "drive thru de exames médicos", aonde as pessoas podem ser testadas sem sair de seus carros. Já existem pelo menos 50 centros a atender quase 100 indivíduos por dia. O atendimento por pessoa leva apenas 15 minutos e o resultado sai em até dois dias.



SINGAPURA


Já na Singapura, existe o rastreamento de contactos. Quando um caso de COVID-19 é confirmado, em apenas duas horas essas pessoas geram um relatório completo de actividades, mostrando todos os seus movimentos e interacções das últimas duas semanas.

Nesse caso, as autoridades identificam outras pessoas que correram risco de contaminação, colocando-as em isolamento preventivo imediatamente. Esses relatórios são feitos via telefone e também com o uso de imagens de vigilância, incluindo gravações de locais privados (como empresas, que prontamente as fornecem para o poder público neste caso).


Adicionalmente, existe uma app para que os cidadãos fiquem a saber caso tenham chegado a menos de dois metros de distância de um infectado. É só todo mundo ter o aplicativo instalado com o Bluetooth activado, que a tecnologia faz sua "mágica".


Esses são alguns exemplos de países que estão a assinalar números menores de contaminados e a lidar com menos pânico generalizado justamente porque têm a tecnologia como peça fundamental nessa crise.


Claro que a aplicação de exemplos similares em muitos países (principalmente os que ainda não olham para a tecnologia como deveriam) deverá passar inicialmente por soluções integradas de segurança e utilidade públicas.


Falo por exemplo das cidades inteligentes, governo electrónico, etc, etc.


Lembro-me que no passado, aqui em Angola, estava em curso um projecto de governo electrónico em que integrava ministérios, institutos e serviços associados a estes como o SILAC do extinto Ministério do Comércio (que ainda tive a oportunidade de usar) mas que depois parou não sei por que razão.


Obviamente que de lá para cá outras coisas foram e têm estado a ser implementadas. Por exemplo o CISP – Centro Integrado de Segurança Pública, o SIGT – Sistema Integrado de Gestão Tributária e outros.


Entretanto, a caminhada ainda é longa.

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Valdemar Vieira Dias

Profissional de Marketing e Comunicação

Corporativa, Empreendedor Digital, Colunista e  Eng.º Informático.

(+244) 912 059 361 / 934 458 692

eu@valdemarvieiradias.com

Luanda, Angola

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