• Valdemar Vieira Dias

O “Power” das Plataformas Digitais



As Plataformas Digitais (redes sociais + mídias sociais) assomaram por volta de 2003 em torno da ideia de criar comunidades virtuais de utilizadores com interesses comuns. No entanto, no meio empresarial (e não só), a Web 2.0 (1) veio dar novas perspectivas ao relacionamento com o consumidor. As redes sociais são ambientes que conectam pessoas e organizações com objectivos de partilhar conteúdos diversos e criar relacionamento de proximidade. Já as mídias sociais são as ferramentas que possibilitam esta interacção ou este relacionamento.


Vejamos alguns exemplos (Plataformas Digitais) em que este fenómeno desempenhou um papel fundamental: Egipto - Derrube do (Ex) Presidente Hosni Mubarack. Ou seja, entre outras razões, a retirada da internet no país pelo seu governo impossibilitou o acesso de cerca de 20 milhões de pessoas ao Facebook e Twitter e gerou grande tensão, levando às ruas os manifestantes.


Nos dias de hoje, numa revolução de pessoas conectadas, a proibição de acesso à internet é um grande “insulto”. Como se de um bem essencial à vida se tratasse. E para contrapor isso, a multinacional Google lançou um serviço que permitia à população do Egipto comunicar-se com o Twitter através de uma ligação telefónica, onde estes disponibilizavam os seus conteúdos, de modo que servia de alternativa contrária e funcional à do governo.


O caso Eleições Agosto de 2017 em Angola é outro exemplo que tenho acompanhado com alguma atenção, onde vemos partidos políticos e seus representantes com uma forte presença nestas plataformas digitais, de um grosso modo. Particularmente gosto disso. E o que é que isso denota, neste caso específico? Mais e maior interacção entre as organizações políticas e o seu eleitorado, na passagem de informações úteis e importantes sobre o DNA dos partidos, seus programas de governo e estratégias (caso vençam ou não as eleições), transparência nos vários processos de governação, maior colaboração da sociedade civil, dentre outras. Servem ainda estes canais, mais do que informar, para medir e/ou auscultar o eleitorado sobre os seus ensejos partidários/políticos, económicos, culturais e sociais.


Apesar de ser uma prática revolucionária e incontornável para todos os sectores no geral e para o sector político em particular, é importante que se faça o uso correcto destas plataformas digitais para que não tenha um efeito contrário ao que estes se destinam. O quê que isto significa? Significa que (1) Os canais devem ser apelativos na sua componente visual e estética, (2) Ser devidamente configurados, com filtros para conteúdos impróprios vindo dos eleitores, (3) Deve haver capacidade de resposta em tempo útil às questões colocadas pelo eleitorado, (4) Mais humanização na interacção com o eleitorado, (5) Actualização e inovação contínua dos conteúdos veiculados, (6) Aplicação, em casos práticos, das ideias e sugestões válidas fornecidas pelo eleitorado (7) veiculação de conteúdo que agreguem valor, (8) dentre outros.


Entretanto, termino interrogando: será que este “casamento” - Organizações Partidárias vs. Plataformas Digitais vs. Eleitorado - terá continuidade mesmo depois das eleições? Ou é só para o Inglês ver?



(1) Web 2.0 - é um termo usado para designar uma segunda geração de comunidades e serviços oferecidos na internet, tendo como conceito a Web e através de aplicativos baseados em redes sociais e tecnologia da informação.

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Valdemar Vieira Dias

Profissional de Marketing e Comunicação

Corporativa, Empreendedor Digital, Colunista e  Eng.º Informático.

(+244) 912 059 361 / 934 458 692

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Luanda, Angola

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